Petróleo e derivados recuam na semana
Os dois contratos registraram as maiores perdas semanais desde abril
Os dois contratos registraram as maiores perdas semanais desde abril - Foto: Pixabay
O mercado internacional de energia iniciou a semana sob influência de movimentos recentes nos preços do petróleo e dos derivados, em um ambiente ainda marcado por incertezas sobre oferta, estoques e demanda. Segundo a StoneX, o contrato mais ativo do Brent fechou a última sexta-feira a USD 92,05 por barril, queda de 1,8%, enquanto o WTI encerrou a sessão a USD 87,36 por barril, recuo de 1,7%.
Os dois contratos registraram as maiores perdas semanais desde abril. No acumulado da semana, o Brent caiu 11%, e o WTI recuou 9%. A principal razão para o movimento foi a percepção de que poderia haver um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz. Apesar de sinais de entendimento entre os lados envolvidos, divergências sobre condições de trânsito e cobrança de taxas por Teerã para a passagem mantiveram dúvidas no mercado. Com isso, parte da pressão sobre a oferta foi reduzida nos preços, enquanto fundos diminuíram posições compradas diante da possibilidade de desbloqueio do fluxo físico.
No diesel, o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent também recuou na semana passada, chegando a USD 56,5 por barril na sexta-feira, queda de 5,4%. O movimento foi associado à menor retração dos estoques globais de diesel, em um período de consumo sazonal mais fraco do combustível. A queda mais acelerada do petróleo também contribuiu para reduzir o indicador em termos absolutos. Ainda assim, o diferencial segue sustentado, com as reservas do combustível nos Estados Unidos nas mínimas desde 2003.
Na gasolina, os preços encerraram a semana em queda de 7,5%, próximos de USD 3,12 por galão, prolongando o recuo observado na semana anterior em meio ao enfraquecimento do petróleo. O diferencial entre RBOB e Brent caiu para USD 39,3 por barril, baixa de 5,4%, pressionado por uma redução dos estoques comerciais nos Estados Unidos menor que a esperada. O indicador se distancia das máximas registradas em meados de maio, quando o crack superou USD 47 por barril.